Dream's Heir

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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Fly Away

(Imagem retirada do Google)
      Céu estrelado. A Lua sorrindo. O brilho de milhares de estrelas ilumina até a parte mais escura dentro de mim. A brisa suave me envolve trazendo um cheiro doce e amigável, fazendo a grama ao meu redor dançar pelo meu corpo.
      De repente, uma súbita luz no meio das árvores me chama a atenção. Como se estivesse me chamando, me levanto e começo a segui-la em meio à enorme escuridão que parece me rodear. Já não consigo mais ver a Lua, nem mesmo as estrelas.
      Escuto um pequeno tilintar vindo da luz. Ela sobe a uma altura de uns quatro metros e posso começar a sentir a escuridão me envolvendo em seu abraço.
    Porém, em poucos segundos, me encontro flutuando ao lado da luz. Novamente ela solta um pequeno tilintar e sobe na direção do céu. Olho para a escuridão e, em seguida, subo seguindo a luz, me sentindo bem mais leve.
    Voando pelas nuvens e novamente sentindo a Lua e as estrelas me iluminarem, a luz me guia para a segunda estrela à direita, me levando para um lugar maravilhoso de onde eu nunca mais sairia.

Untitled

(Imagem retirada do Google)
      É engraçado como sentimos falta de algumas coisas na vida. Pequenos momentos, pequenas risadas, aquele carinho da pessoa que você gosta, aquele pequeno momento de ciúme que nem mesmo você sabia que tinha.
      Hoje acho que finalmente descobri o que há de errado comigo. Estou me sentindo sozinha, me sentindo vazia, me sentindo meio abandonada, apesar de sempre estar rodeada de pessoas que eu sei que se importam comigo, mas acho que eu sinto falta do carinho.
      Sinto falta de ser amada, não que eu não seja, talvez eu seja até demais, mas nunca parece ser suficiente. Lágrimas sempre são impedidas quando estou na frente das outras pessoas. Mas agora em meu pequeno quarto, observando a vista da sacada, tudo que faço é chorar e soluçar. Ás vezes cansa colocar um sorriso no rosto fingindo que tudo está bem sendo que seu mundo está pra desabar, ou até mesmo extravasar a raiva que tenho de mim mesma nas pessoas e coisas ao meu redor, isso quando não ponho a culpa em outras pessoas e outros fatos por algum defeito meu.
      Deito-me na cama e fito o teto do meu quarto. Os pensamentos e desejos invadem minha mente, junto com todas as lembranças negativas da minha vida. Perguntas sem resposta vem como uma enorme onda atropelando tudo o que eu pensava antes. Tudo que deu errado na minha vida foi escolha minha.
      É difícil esconder a dor quando alguém fala uma verdade dolorosa na sua cara. É difícil esconder a dor quando perdemos aqueles que amamos, seja pelo ciclo da vida, ou seja por algo que deu início a essa separação. É difícil esconder a dor quando nem mesmo aquele que é seu melhor amigo te magoa ainda mais na frente de outras pessoas. É difícil esconder a dor.
      Lágrimas caem, secam em meu rosto e, novamente, tornam a molhá-lo. Quando isso vai parar? Quando a escuridão finalmente me abraçar? Quando eu simplesmente desistir de tudo? Ou quando eu finalmente conseguir enxergar aquela linda luz que deixa o mundo mais bonito, ao invés do preto e branco que ele aparenta ser? Quando?

sábado, 27 de agosto de 2016

Quem sou eu?

(Foto por: Clara Cavalcante)
       Eu sou eu. Estou aqui desde que me entendo por gente, desde que brinquei com meu primeiro brinquedo ou que cantei minha primeira música.
       Sei que amo desde que tive meu primeiro beijo aos quatro anos, desde que dei o meu primeiro abraço, que disse meu primeiro “eu te amo”, ou que olhei nos olhos da minha mãe pela primeira vez.
       Sei que sou cantora desde que cantei pela primeira vez para um grupo de pessoas, desde que aprendi a cantar em inglês, ou que ouvi Elvis e U2 ao dormir no colo do meu pai.
       Sei que sou dançarina desde que dancei na frente de toda a escola, desde que aprendi a dançar Street, que me apaixonei pelas aulas de jazz, ou que dancei meu primeiro passo de balé.
       Sei que sou atriz desde que escolhi fazer faculdade de Artes Cênicas, desde que fiz oficina de teatro pela primeira vez, que me apresentei pela primeira vez em um palco, ou que assisti uma peça pela primeira vez.
       Sei que sou escritora desde que escrevi mais de quatro livros, desde que escrevi meu primeiro livro, que escrevi meu primeiro conto, ou que li o primeiro livro que realmente gostei.
       Eu sou eu.

sábado, 2 de julho de 2016

Do you remember?

(Foto por: Clara Cavalcante)
     Você se lembra da nossa infância? De quando, juntos, fazíamos traquinagens, corríamos pelos jardins, brincávamos de pique-esconde. De quando nos escondíamos em baixo da cama para compartilhar segredos ou apenas para provarmos aos outros que não existia Bicho-Papão.
     E então, os anos foram se passando. Naquela época éramos melhores amigos, mas com o decorrer do tempo, novas amizades foram surgindo, fui para uma nova escola e, apesar de ainda nos vermos sempre por conta da amizade de nossos pais, você se juntou ao grupo dos meninos e me excluiu por completo. Ou quase. Ainda conversávamos, mas nunca mais foi como antes. Você sabia que em todas as minhas brincadeiras, sempre que havia um “Príncipe Encantado”, era você quem vinha em minha mente?
     É engraçado como o tempo passa rápido, e a cada dia o buraco que separa nossa amizade nos distancia ainda mais. Será que ele sempre esteve lá e só eu que nunca o percebi? Ele cresceu tanto ao longo desses anos que até perdemos contato.
     Mas se tem uma coisa que eu sinto com relação à tudo isso é saudade. Saudade de quando imaginávamos como  seria nosso futuro. Saudade dos carinhos e abraços de conforto, pois em teus braços me sentia segura. Saudade das nossas aventuras imaginárias, tanto no caminho para a escola, quanto em qualquer outro lugar. Saudade da maneira como me olhava e da preocupação que tinha comigo. Saudade das promessas de que seríamos melhores amigos para sempre. E ainda que não se lembre de tudo isso, que, a maior saudade, é a saudade de você.

domingo, 12 de junho de 2016

Dance Like Nobody's Watching


(Imagem retirada do Google)

*recomenda-se que leia ouvindo a música no link*

    Ele sabe dançar. Costumava observá-lo no estúdio da escola enquanto almoçava. Seus movimentos eram precisos, chegavam até a ser graciosos, mesmo ele não dançando um ballet clássico. 
    Todo o dia à noite eu ia para aquele mesmo estúdio, e muitas vezes enquanto dançava, acabava copiando e transformando seus movimentos. Sempre me deixei levar pelo meu coração e pela música, não há nada melhor do que dançar colocando a minha paixão em cena. 
    Certa noite, quando a música acabou, ouvi um som de palmas vindo da porta do estúdio e, pelo espelho, pude ver o dançarino adentrar o local, com um sorriso no rosto. Me virei para ele e nossos olhares se encontraram no momento em que a próxima música começava a tocar.
    Quase como que instantaneamente, sabia dizer olhando em seus olhos que ele queria dançar comigo tanto quanto eu queria dançar com ele. E então, sem dizer uma palavra, nossas mãos se tocaram e começamos a dançar com tamanha harmonia, paixão, estávamos em perfeita sincronia. Era como se, no mundo só existissem nós três. Eu, ele e a música. 
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domingo, 29 de abril de 2012

Meu amor

"Meu amor por ti é grande
Apesar de tão pouco falarmos
Um com o outro
Meu coração bate forte
Sempre que te vejo.


Se não me amas
Não tem problema,
Só quero que saiba
Que não deixarei de te amar
Pois meu coração ainda te amará"

Uma vez...

"Uma vez
Sonhei que estava em um lugar
Que parecia triste,
Escuro e frio.

As pessoas por lá,
Andavam tristes e solitárias,
E, ao ver o castelo,
Pareci ter visto algo diferente.

Descobri então que, naquele reino,
Não havia uma coisa:
O amor.

Fiquei entristecida, ajoelhei-me na rua e,
Com as mãos sobre os olhos,
Pus-me a chorar de tanta tristeza."